Post by Hitchcock on Feb 6, 2004 5:39:41 GMT -5
Ontem à noite vi O Juri, de Gary Fleder ("O Impostor" com Gary Sinise que infelizmente neste pais vergonhoso passou para aluguer directamente), com um lote de super-estrelas a rechear a pelicula, como, John Cusack, Gene Hackman e Dustin Hoffman.
Geralmente quando vejo um filme anunciado em que em cada esquina surge uma cara mais conhecida que a Gioconda, ponho sempre um pé atrás. Porquê? Simples...se gasta tanto dinheiro em actores é porque precisa de cabeças de cartaz para vender, e se as precisa, geralmente ....the movie sucks! Se não acreditam em mim, tomem como exemplo o "America's Sweetheart's".

Neste caso, existe uma excepção. O filme é bom. Não é grandioso nem espantoso, mas é bom. Uma história sólida e bem narrada sem grandes pretensões, de vir a surpreender o público devastadoramente nem de provocar espasmos de altas emoções. Tem um ritmo calmo mas decisivo, sem nunca perder fio à meada não acelera mas não deixa aborrecer. Já mencionei que o filme é baseado numa obra de John Grisham? Está explicado..., apesar de o trabalho de adaptação ter os seus méritos por igual forma.

O trabalho dos actores está fantástico. Gene, agressivo, sarcástico, sedutor de uma forma horrivelmente má como só ele consegue ser. Dustin, enérgico, frenético, conflituoso e humano. John, bom, quem já vou John em vários filmes sabe que John Cusack é sempre John Cusack em todos eles. Não que o homem seja mau...não o é! Simplesmente identifica-se sempre da mesma forma e tem hábitos de actuação que se mantém ao longo de todas as suas personagens. Palavra de honra que gostava que um dia destes, este homem me surpreendesse e mostrasse o que realmente, eu acredito, que ele vale.

Quanto à história, penso que quase todos já o devem saber. No entanto não custa nada recordar.
É um thriller que ocorre nas salas de tribunais. Mas ao contrário do que é costume, desta vez a acção não está por cima do ombro dos advogados, mas sim no lado do Juri. Cusack é um dos recrutados para fazer o seu dever civico como juri, para possivelmente o mais polémico e falado caso do ano. Uma viuva de um homem que foi abatido a tiro no seu local de trabalho, por um ex-trabalhador, resolve processar as companhias de armas chamando-as à responsabilidade de disponibilidade imediata para a compra de armas nos EUA. Gene trabalha nos bastidores da Defesa, seleccionando juris e procurando falhas na acusação. Dustin veste a pele de um cruzado na luta contra os infieis que ainda acredita no que há de bom nos seres humanos, como o advogado que representa a viuva.
Um thriller com um ritmo muito bom, que promete bons momentos dramáricos e de suspense. Aconselho-o vivamente.
Geralmente quando vejo um filme anunciado em que em cada esquina surge uma cara mais conhecida que a Gioconda, ponho sempre um pé atrás. Porquê? Simples...se gasta tanto dinheiro em actores é porque precisa de cabeças de cartaz para vender, e se as precisa, geralmente ....the movie sucks! Se não acreditam em mim, tomem como exemplo o "America's Sweetheart's".

Neste caso, existe uma excepção. O filme é bom. Não é grandioso nem espantoso, mas é bom. Uma história sólida e bem narrada sem grandes pretensões, de vir a surpreender o público devastadoramente nem de provocar espasmos de altas emoções. Tem um ritmo calmo mas decisivo, sem nunca perder fio à meada não acelera mas não deixa aborrecer. Já mencionei que o filme é baseado numa obra de John Grisham? Está explicado..., apesar de o trabalho de adaptação ter os seus méritos por igual forma.

O trabalho dos actores está fantástico. Gene, agressivo, sarcástico, sedutor de uma forma horrivelmente má como só ele consegue ser. Dustin, enérgico, frenético, conflituoso e humano. John, bom, quem já vou John em vários filmes sabe que John Cusack é sempre John Cusack em todos eles. Não que o homem seja mau...não o é! Simplesmente identifica-se sempre da mesma forma e tem hábitos de actuação que se mantém ao longo de todas as suas personagens. Palavra de honra que gostava que um dia destes, este homem me surpreendesse e mostrasse o que realmente, eu acredito, que ele vale.

Quanto à história, penso que quase todos já o devem saber. No entanto não custa nada recordar.
É um thriller que ocorre nas salas de tribunais. Mas ao contrário do que é costume, desta vez a acção não está por cima do ombro dos advogados, mas sim no lado do Juri. Cusack é um dos recrutados para fazer o seu dever civico como juri, para possivelmente o mais polémico e falado caso do ano. Uma viuva de um homem que foi abatido a tiro no seu local de trabalho, por um ex-trabalhador, resolve processar as companhias de armas chamando-as à responsabilidade de disponibilidade imediata para a compra de armas nos EUA. Gene trabalha nos bastidores da Defesa, seleccionando juris e procurando falhas na acusação. Dustin veste a pele de um cruzado na luta contra os infieis que ainda acredita no que há de bom nos seres humanos, como o advogado que representa a viuva.
Um thriller com um ritmo muito bom, que promete bons momentos dramáricos e de suspense. Aconselho-o vivamente.

